Este género musical típico português, é um género musical para ser visto. Muito mais que ser ouvido, para apreciar um espectáculo de Fado, deve deslocar-se a uma casa especializada (casa de Fados) para poder sentir o seu verdadeiro siguitarragnificado. Por isso, é muito normal vermos Fado a ser tocado em cafés, bares e restaurantes.

A palavra “Fado” significa destino e é muito associado a esse sentimento tão português que é a “Saudade”. Esta palavra é exclusiva do Português e o Fado é o expoente máximo da sua expressão. As origens do Fado estão ligadas à melancolia e à tristeza; as suas canções focam-se nas desventuras do proletariado mais pobre, principalmente nos trabalhadores mais ligados à vida do mar como os marinheiros e peixeiras.

Diz-se que o Fado nasceu nos bairros mais pobres de Lisboa: Alfama, Mouraria e Bairro Alto. Mas existe também um tipo de Fado ligado a Coimbra e à sua universidade. Uma das principais diferenças deste tipo de fado é que é interpretado por estudantes e são sempre do sexo masculino.

O Fado é a alma da Música Portuguesa dado que é ele que melhor transmite os sentimentos e caraterísticas do povo português, ajudando o povo a ligar-se com a sua natureza melancólica e sentimento de resignação perante as desventuras da vida.

O expoente máximo do Fado será sempre associado a Amália Rodrigues. Esta cantora/atriz levou o Fado aos quatro cantos do Mundo e, à hora da sua morte, já tinha recebido mais de 40 prémios e condecorações pela sua excelência musical. Hoje em dia o Fado modernizou-se e começou a integrar alguns elementos de outros géneros musicais. Por isso passou a pertencer à categoria de “World Music” e já conquistou vários prémios internacionais.

Alguns dos fadistas que mais dão cartas neste género musical, neste momento, são: Ana Moura, Cuca Roseta, Camané, Mariza e Gisela João.