Centro de Investigação & Informação da Música Portuguesa
O Centro de Investigação & Informação da Música Portuguesa é uma entidade sem fins lucrativos, criada por iniciativa da Miso Music e considerada, desde 2012, uma entidade de utilidade pública. Trata-se de um núcleo de investigação que se dedica à investigação, preservação, edição, divulgação e incentivo do conhecimento da música nacional, que intenta projetar globalmente.
O Conselho Científico deste Centro mantém reuniões regulares, com o fim de analisar estratégias e aferir as atividades dinamizadas, sobretudo as que se relacionam com a investigação na música e a edição. O principal instrumento do CIIMP é o “site” www.mic.pt, que disponibiliza uma base de dados de natureza interativa e um motor de pesquisa sobre música. Providencia, assim, “online” informação abundante, que inclui entrevistas com compositores, gravações, biografias e bibliografias, edição e divulgação de partituras, catálogos, discografias, fotografias, entre muitos outros recursos de utilidade.
O acervo do CIIMP foi constituído de forma faseada, tendo passado, numa primeira etapa (de 2002 a 2008) pela inclusão de compositores dos séculos XX e XXI, portugueses ou com residência em Portugal, com atividade relevante na música erudita e experimental. A partir do ano seguinte, começaram a ser incluídos autores do século XIX. No que se refere a intérpretes (com atuação a solo ou em grupo), foram considerados aqueles que incorporam de forma habitual no seu repertório obras de compositores portugueses dos séculos XX e XXI.
O CIIMP publica ainda um boletim de divulgação mensal bilingue sobre o panorama musical português e a atividade dos compositores nacionais, dando acesso a recursos nacionais e estrangeiros relacionados com a criação musical. A “newsletter” de setembro de 2016, por exemplo, coloca em foco Ricardo Ribeiro, através de uma entrevista que dá a conhecer o seu percurso biográfico e formativo, a obra publicada e a sua ideologia artística, até à atualidade.
Outros nomes em destaque são os de Carlos Alberto Augusto, que estreia a sua ópera “TMIE” no O’culto da Ajuda, e João Pedro Oliveira, compositor português recentemente premiado no Mónaco.
