As Maiores Canções Portuguesas de Sempre

O património musical português é riquíssimo, ainda que por vezes mal compreendido. Contudo, desde a música popular e rural, passando pelo fado, que já conta com mais de um século de história, todas as criações ao nível do primeiro “rock-and-roll” e do chamado “yé-yé”, o “rock” dos anos 80, a evolução da música “pop” e da música a que chamaram “pimba”, ou até à música popular alternativa, não faltam em Portugal exemplos de criatividade e talento.

Vejamos algumas das maiores canções de sempre da música portuguesa, tendo em conta o seu contexto:

  • “Povo Que Lavas no Rio”, Amália Rodrigues. Os críticos dizem que o “Povo” não é a música mais conseguida de Amália, mas a adesão desse mes6368756173_f3cc3e69eb_bmo povo para o qual a “Rainha” cantava mostra uma opinião inteiramente inversa.
  • “Grândola, Vila Morena”, Zeca Afonso. Uma música que é, até hoje, quase que um porta-estandarte da revolução de 25 de abril de 1974.
  • “Bem Bom”, Doce. Afinal, era mesmo possível criar uma “girls band” de sucesso e tipicamente portuguesa!
  • “O Corpo É Que Paga”, António Variações. Este “foguete” que passou pela música portuguesa quase não deixou seguidores, mas as suas pouquíssimas músicas tornaram-se eternas.
  • “Marcha do Pião das Nicas”. Não haverá alguém em Portugal que não trauteie “Viva o Santo António, viva o São João…” Carlos Paião foi um dos mais prolíficos e talentosos compositores portugueses de sempre.
  • “Ouvi Dizer”, Ornatos Violeta. Os Ornatos foram escolhidos, numa votação “online” promovida pela rádio Antena 3, como a melhor banda desde a fundação da dita rádio, em 1994. “Ouvi Dizer”, música com participação especial de Vítor Espadinha, foi um dos seus maiores êxitos.
  • “Kalemba (Wegue Wegue)”, Buraka Som Sistema. Os Buraka provaram que é possível, a partir de Portugal, criar música de referência a nível mundial. Ainda que uma grande parte da população portuguesa possa não se rever no “kuduro” eletrónico, o legado de “Kalemba” permanecerá.
  • “Bacalhau à Portuguesa”. Esta “cover” de um original brasileiro é até hoje um dos grandes temas de Quim Barreiros, que, ao contrário de Variações, deixou uma larga escola.

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