5 Canções para Ampliar os Seus Conhecimentos de Português

Encontram-se na Internet artigos que incentivam os leitores de língua inglesa a ouvir determinadas músicas para melhorarem o seu português. E se os portugueses fizerem o mesmo, para ampliarem os conhecimentos linguísticos? Descubra alguns exemplos de formas inesperadas e radicais de utilização do português na música:

“Poetas de Karaoke” (Sam The Kid)

O “rap” e o “hip hop” alargaram as fronteiras da utilização da língua portuguesa de uma forma que se diria não ser possível, no tempo em que se associava este estilo musical ao inglês dos “bairros” americanos. Tal como os maiores poetas da língua, os letristas de “hip hop” criaram novos horizontes. Nesta música, Sam The Kid fala precisamente disso, censurando os músicos menos criativos.

“Ga-gago” (Carlos Paião)

O malogrado Carlos Paião foi um dos maiores e mais criativos compositores de sempre. Neste tema, que inspirou uma “cover” dos Klepht em 2013, Paião mostrava que até a gaguez poderia servir de mote para a música.

“Ninguém, humbertoNinguém” (Marco Paulo)

Alguém disse que este tema foi um precursor remoto do “hip hop” português, pela velocidade a que Marco Paulo era obrigado a cantar, num tempo em que isso era raro. Consegue imitá-lo?

“Festa da Música Tupiniquim” (Gabriel O Pensador)

No Brasil, os “rappers” e criadores de “hip hop” também deram largas à criatividade e à poesia. Este tema de Gabriel O Pensador dá a quem o ouve uma nova perspetiva sobre o português do Brasil e, pelo caminho, fala na maior parte dos nomes da música “tupiniquim”, adjetivo quase desconhecido em Portugal.

“Moinhos de Vento”, Maze

O “hip hop” português oferece tantos exemplos de músicas com letras complexas que seria difícil não incluir outra. Em 2016, Maze, dos Dealema, lançou o seu primeiro álbum a solo. Na música “Moinhos de Vento”, o cantor inverte alguns estereótipos associados ao “rap”, criticando explícita e fortemente o consumo de drogas, sem se importar com as críticas: “Adolescentes anestesiados por canabinoides/Sem emoção ou vontade própria, são andróides (…)// Aqueles que agora dizem “olha este cota careta”/Mas daqui a uns anos não podem virar a ampulheta”.

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