4 Títulos de Canções Tradicionais Portuguesas

A música tradicional portuguesa abrange diversos tipos de tradições e variantes regionais, sendo o seu grande universo agregador a presença da ruralidade, dos usos e costumes do mundo rural português.

A grande exceção a esta regra é o fado, que provém das classes baixas de Lisboa do século XIX, herdeiro de tradições ainda mais antigas, e que na primeira metade do século XX ultrapassou obstáculos e preconceitos sociais até se tornar, durante o Estado Novo, um símbolo nacional. Contudo, durante a fase da sua “expansão nacional”, muitos novos temas de fado alargaram horizontes e incorporaram temas ligados ao campo e ao mundo agrícola. Veja alguns títulos de canções da música tradicional portuguesa.

Laurindinha

Esta canção de origem popular, cantada pelo povo anónimo sem qualquer instrumento musical, reproduz a angústia de quem via os familiares partir para um conflito militar distante, sem saber se regressariam sãos e salvos.

Meu Querido Mês de Agosto

Falecido em 1993, Dino Meira foi um dos grandes intérpretes de música popular e tradicional com influências e ritmos do “pop” de finais do século XX. Os temas das suas músicas, direcionados às questões da emigração (a saudade de Portugal, a dualidade de identidades, etc.), fizeram grande sucesso junto dos portugueses e também das comunidades emigrantes. O título desta música foi adaptado pelo cineasta Miguel Gomes para o seu filme-documentário de 2008 sobre a emigração.

Portuguesa Bonita

O tema da mulher (cantada pelo homem) é recorrente na tradição portuguesa. Esta música de José Cid, seccionando a “mulher portuguesa” pelas diversas regiões do país, é uma das mais originais sobre o assunto.

Barco Negmaxresdefault-6ro

Já dissemos que o fado é uma música de origem urbana, na qual se incorporaram depois elementos temáticos do mundo rural. “Barco Negro”, celebrizado por Amália Rodrigues, é um desses exemplos, colocando o cenário não exatamente no mundo agríc
ola, mas no seu “contraponto” marítimo: o tema do mar e os dramas vividos pelas comunidades piscatórias que, durante séculos, e antes da progressiva mecanização do setor das pescas na segunda metade do século XX, viam desaparecer regularmente pais, maridos e filhos.

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